Comissão de Terras Raras convoca nova reunião para debater impactos ambientais nas águas
A Comissão Especial de Terras Raras da Câmara Municipal de Poços de Caldas deu continuidade às discussões sobre o projeto relacionado à exploração do tema no município, com foco na escuta de diferentes setores e no aprofundamento técnico das questões envolvidas.
A primeira rodada de convites, realizada em 17 de março, contou com a participação do secretário municipal de Planejamento, Ércules Tassinari, além de representantes do grupo Terra Viva Água Rara — entre eles Nathalia Francisco (remotamente), Maria Carolina Nassif, Daniel Tygel e Nara Ko Ume Gomes — e de moradores da Zona Sul, como Danielle Vilas Boas e Rosane Francisca do Nascimento.
O encontro ocorreu no dia 9 de abril, quando foram apresentadas demandas, questionamentos e preocupações tanto por parte da sociedade civil organizada quanto dos moradores. Durante a reunião, o secretário respondeu às indagações levantadas, mas solicitou prazo para reunir informações adicionais, aprofundar as respostas e apresentar os dados requisitados.
Com base nas contribuições recebidas, a Comissão elaborou um requerimento consolidando os principais questionamentos, posteriormente protocolado e encaminhado na sessão seguinte. Na sequência, novos convites foram formalizados, ampliando a participação popular e incluindo representantes do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), na pessoa do presidente Paulo César Silva.
A próxima etapa dos trabalhos será dedicada especificamente à análise dos impactos sobre os recursos hídricos do município. Para isso, está prevista uma nova sessão extraordinária na quinta-feira, dia 30, com foco em temas como abastecimento, captação de água e possíveis riscos ambientais.
Presidente da Comissão, o vereador Tiago Braz destacou a condução dos trabalhos: “A Comissão tem buscado ouvir cada setor de forma individualizada, desmembrando as diferentes questões relacionadas ao projeto, que envolve diversas secretarias. Inicialmente, tratamos de aspectos ligados ao planejamento, como certidões, uso e ocupação do solo e o Plano Diretor. Agora, o foco será o DMAE, para discutir especificamente a questão hídrica — os possíveis impactos sobre nossas águas, a disponibilidade para captação por parte da empresa e eventuais riscos de desabastecimento para a população.”